Receita colaborativa entre cervejarias Blumenau e Eggenberg terá segunda produção, desta vez na Europa

Essa foi uma das revelações feitas, em uma entrevista para nós, pelo diretor da Blumenau. Valmir Zanetti também confirmou que novos rótulos serão lançados em breve, inclusive de cervejas envelhecidas

Bavihaus - Quanto tempo de existência tem a Blumenau e como foi que a cervejaria nasceu?

Valmir - Nós atuamos neste mercado há 8 anos, quando abrimos o Bier Vila, em Blumenau. Desde então muitos amigos e conhecidos nos perguntavam quando sairia nosso próprio rótulo. Foi assim que, em agosto de 2015, lançamos a Cerveja Blumenau. Era pra ser uma marca exclusiva do Bier Vila e ganhar o mercado alguns anos depois. Aí vieram o reconhecimento do consumidor e os prêmios, que aceleraram todo o processo.

 

BavihausHoje vocês têm uma produção bastante variada, com 15 rótulos. Como é o processo para decidir pelo lançamento de uma nova cerveja? Como é que isso acontece?

Valmir - Ouvimos todos os envolvidos, desde os cervejeiros que estão de olho em tendências e inovação de produto até a equipe comercial, que está em contato direto com os lojistas. Acreditamos muito no equilíbrio entre inovação e questões práticas de mercado.

 

BavihausHá alguma cerveja nova para ser lançada ou, então, que esteja em processo de criação?

Valmir - Temos várias novidades a caminho, mas posso adiantar que uma das apostas será nas envelhecidas. Também acreditamos muito na proposta das catharina sour.

 

Bavihaus - E os nomes das cervejas, que por sinal são bem diferentes (Urú, Capivara, Macuca...), de que forma eles são escolhidos?

Valmir - Temos uma equipe de marketing que está muito envolvida conosco e com a cidade. Tentamos sempre um link que reúna características sensoriais da cerveja – Urú, por exemplo, era uma marca de café da cidade (inclusive nossa fábrica está instalada onde funcionou uma unidade do Café Urú) e nomeia a Dark Lager, que tem um sabor tostado – com algo histórico ou contemporâneo da cidade.

 

Bavihaus - Entre essas 15 opções, qual é a líder de vendas e por que ela é a preferida dos consumidores, na visão de vocês?

Valmir - Não divulgamos os percentuais ou ranking de vendas, mas acredito que é justo destacar a Capivara Little IPA, que foi a nossa primeira cerveja premiada e logo com o ouro no Brussels Beer Challenge. Também a Frida, que é a mais premiada, com seis prêmios nacionais e internacionais.

Bavihaus - Dos rótulos que a Blumenau produz atualmente, qual deles tem o processo de fabricação mais complexo? Como é a produção?

Valmir - Não existe um com processo mais intenso do que o outro. Como nosso processo é bastante cuidadoso e temos um grande foco na manutenção do padrão e qualidade dos produtos, acredito que a complexidade é um fator comum. A nossa produção acontece por um time de cervejeiros que está sempre em constante capacitação, buscando a melhoria contínua.

 

BavihausVocês têm uma parceria com a Eggenberger que resultou na produção da Blumenauer Samichlaus, uma doppelbock envelhecida em barris. Qual a origem desse projeto?

Valmir - Estamos constantemente estudando cases, buscando conversar com pessoas, trocar experiências. Foi assim que conhecemos o diretor da Eggenberg. Acabamos criando conjuntamente a Blumenauer, que foi produzida no Brasil com a presença deles. Nos próximos meses nosso cervejeiro irá para a Áustria produzir a nossa versão lá. Foi um projeto que nos trouxe uma experiência única, trocas bastante intensas e a oportunidade de estar perto de uma das cervejarias mais tradicionais da Europa.

 

Bavihaus - Na produção atual há duas cervejas catharina sour. Essas receitas que misturam frutas e acidez estão muito em evidência. Por que vocês acham que isso está acontecendo? E essa variedade vai, mesmo, se transformar em um estilo de cerveja, como muita gente defende aqui em Santa Catarina?

Valmir - Somos entusiastas da catharina sour. Fomos uma das primeiras cervejarias a adicionar um rótulo com o estilo na linha – a Sun of a Peach. Acredito que ela tenha potencial para se transformar em um estilo, sim. Mas, mais do que isso, é interessante pensarmos que o cenário cervejeiro no Brasil está tão acelerado que fomos capazes de pensar em um estilo que reunisse a refrescância necessária para o nosso clima e a adição de frutas únicas. E ainda fizemos disso um movimento que está ganhando as prateleiras de todo o Brasil.

 

BavihausNo Concurso Brasileiro de Cervejas, realizado recentemente, vocês conquistaram uma medalha de prata com a Macuca Imperial Stout. Esse resultado era esperado? E vocês tinham expectativa de obter mais premiações?

Valmir - Os concursos estão cada vez mais concorridos e isso é ótimo! Entendemos que esse é o resultado do crescimento do mercado, do número de rótulos disponíveis. Por isso mesmo comemoramos todas as nossas premiações porque temos certeza que outros excelentes rótulos concorreram com elas.

 

BavihausA Cervejaria Blumenau é, hoje, uma das principais do estado e até do país? Vocês se veem nessa condição?

Valmir - Acredito que temos um destaque bastante grande pelo crescimento rápido e expressivo da marca. Pouca gente acredita que nem temos três anos ainda. Mas tenho certeza que temos muito para crescer e conquistar.

 

BavihausUma pergunta que temos feito a todos os nossos entrevistados é sobre a estrutura física e de pessoal. Como é o espaço de vocês e quantos profissionais fazem parte do dia a dia da Blumenau?

Valmir - Temos cerca de 50 pessoas envolvidas direta e indiretamente no processo de produção. Nossa capacidade produtiva é de mais de 120 mil litros ao mês.

 

Bavihaus - De quanto é a produção mensal? Ampliação dela é algo que está nos planos?

Valmir Hoje estamos perto da nossa capacidade, que é de 120 mil litros de cerveja ao mês. Temos planos de ampliação que se concretizarão em breve.

 

>> As fotos são de Daniel Zimmermann e foram cedidas pela Cervejaria Blumenau. Nosso agradecimento.

 

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